Pedras no Caminho - Stones on the Way (2018)

A série “Pedras no Caminho”traz um panorama critico das artes e da cultura no Brasil, como governantes e população lidam com questões básicas que convergem para a mais individualista década da história. Nunca a questão “o povo é o reflexo dos políticos e os políticos são um reflexo do povo” esteve tão em voga.

 

Nas esculturas, cada peça foi criada a partir de uma palavra-chave do tema proposto (cego – olho – arte – erro), que foi combinada com uma das dimensões da sociedade (política – econômica – social – cultural) e a uma doença visual (miopia – estrabismo – daltonismo – catarata). Esta combinação, resulta em criticas à forma de como o Brasil está sendo conduzido, seja pelos políticos eleitos, como pelos eleitores – em especial aos investimentos em arte e cultura.

 

As obras reproduzem as palavras-chave em um tipo de Braille Visual, ou seja, que só pode ser lido por um deficiente com a colaboração de outra pessoa não deficiente, uma alusão à dependência e à falsa promessa (ou também da necessidade urgente de união, altruísmo e consciência). Assim, como cegos não conseguirão entender este Braille fabricado – uma ferramenta de marketing enganosa – os não deficientes não entenderão se não souberem o alfabeto Braille – agora, o verdadeiro.

 

O concreto foi escolhido por representar a solidez absoluta, a base de qualquer construção, como as escolas, principal local de educação e cultura das pessoas (elemento humano de criação). Já a borracha, base das esculturas, representam as características opostas complementares por serem adaptáveis, duráveis e frágeis ao mesmo tempo (elemento da criação – produto primário). A cartela de cores é acromática, de tons de cinza. É uma cartela acromatopsia (deficiência na percepção de cor).

 

Esses fatores, somados às dimensões da sociedade, fazem crítica a luta de classes, a desigualdade, falta de união e o baixíssimo investimento no fator humano para o progresso das sociedades e todas as promessas que nunca foram, não são e nunca serão cumpridas.

 

Em contraponto ao lado altamente político das obras, o artista provoca a si mesmo e a sua classe. Para ele, os estudos de artes visuais destacam as grandes características das obras e a importância da cultura para a sociedade. Toda e qualquer sociedade. Apesar disso, pouco se discute ou se faz para embasar ainda mais a arte e a cultura como base para a construção do cidadão. Pois, a arte está em tudo que se vê (e quem não vê?); o mundo se veste de arte (quem veste?); a arte não existe para ser vista, existe para ser compreendida (por quem?); a arte desafia a capacidade humana de ultrapassar os limites (quais limites. Os humanos?). Aqui, nada está relacionado à cegueira...

Catarata Cultural (ARTE) (2018)

Concreto e Piso Tátil de Borracha

100 x 25 x 5 cm

Cultural Cataract (ART) (2018)

Concrete and Rubber Tactile Floor

100 x 25 x 15 cm

Miopia Politica (CEGO) (2018)

Concreto e Piso Tátil de Borracha

100 x 25 x 5 cm

Political Myopia (BLIND) (2018)

Concrete and Rubber Tactile Floor

100 x 25 x 15 cm

Estrabismo Econômico (OLHO) (2018)

Concreto e Piso Tátil de Borracha

100 x 25 x 5 cm

Economic Strabismus (EYE) (2018)

Concrete and Rubber Tactile Floor

100 x 25 x 15 cm

Daltonismo Social (ERRO) (2018)

Concreto e Piso Tátil de Borracha

100 x 25 x 5 cm

Social Dantonism (ERROR) (2018)

Concrete and Rubber Tactile Floor

100 x 25 x 15 cm

ricardo franzin

visual artist

ricardofranzin@me.com

credencials

  •  national exposure

  •  experienced artist

  •  art fair participant

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